quinta-feira, 10 de junho de 2021

Superlotação, falta de insumos básicos e problemas de infraestrutura são constatados após fiscalização em hospital da Paraíba


Uma fiscalização feita nessa quarta-feira (9), no Complexo Hospitalar de Mangabeira Tarcísio de Miranda Burity – Ortotrauma, conhecido como Trauminha de Mnagabeira, constatou várias irregularidades, a exemplo de superlotação, falta de insumos básicos e problemas de infraestrutura.

Equipes do Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba (CRM-PB) estiveram na unidade e fiscalizaram o hospital e durante a vistoria, havia doze pacientes em macas, nos corredores do hospital, há mais de cinco dias, aguardando vaga na enfermaria.

Também foi constatada a falta de insumos básicos, como luvas, fios de sutura, drenos e medicamentos, o que ocasionou a suspensão de cirurgias.

Pacientes denunciaram que faltava gesso na unidade hospitalar, mas foi constatado que o material já foi adquirido.

Além de todos esses problemas, o órgão ainda verificou também que há diversos problemas com a infraestrutura do hospital. Apesar da reforma em alguns setores e melhorias em curso, persistem problemas que precisam ser solucionados com urgência: infiltrações e mofo nas paredes e no teto do consultório de ortopedia, no repouso médico e no setor de imagem. Além disso, há um buraco no teto sobre a passarela de acesso às enfermarias da ortopedia, levando ao acúmulo de água no local, colocando em risco profissionais e usuários. Os elevadores continuam desativados há mais de um ano.


No Centro Cirúrgico, há três salas em funcionamento, além de uma unidade de recuperação pós anestésica. Foi constatado que faltam equipamentos, além dos insumos básicos (medicações anestésicas, fios de sutura, drenos, lâminas de bisturi, tubos endotraqueais). No momento da fiscalização, havia salas cirúrgicas em funcionamento sendo utilizadas como depósitos, com equipamentos amontoados e desnecessários naquela sala.

Na sala de medicação, onde há oito poltronas, todas estavam ocupadas por pacientes que ali permanecem por algumas horas ou até sete dias, de ambos os sexos, em pré-operatório de cirurgia ortopédica. Ou seja, a sala de medicação está sendo usada para pacientes que deveriam estar em enfermarias.

A equipe do CRM-PB também constatou que o aparelho de ultrassonografia está quebrado e foi recolhido para manutenção, estando este exame indisponível atualmente. Foi observado ainda que o hospital tem abastecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequado (aventais, toucas, máscaras cirúrgicas e N95). Já as luvas estéreis, faltavam alguns tamanhos e outros estavam em estado crítico de abastecimento. Foi verificado adequado abastecimento de gesso e alguns tipos de medicações, como antibióticos.

O CRM-PB encaminhou um relatório das irregularidades encontradas à direção do hospital e à Secretaria Municipal de Saúde.

Os gestores têm um prazo de cinco dias para adquirir os insumos essenciais e um prazo de 15 dias para apresentar um planejamento permanente, para evitar que haja novas falhas no abastecimento de itens básicos para o funcionamento do hospital.

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