domingo, 25 de abril de 2021

Pesquisadores de Pernambuco criam robô que elimina o coronavírus


Pesquisadores de Pernambuco criaram um robô que elimina o coronavírus.

Oitenta centímetros de altura, 40 quilos, resultado de nove meses de pesquisas. Esta é a Aurora, a robô de desinfecção inteligente, desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco, do Centro Regional de Ciências Nucleares do Nordeste e do Instituto Federal de Pernambuco.

A robô utiliza inteligência artificial e radiação ultravioleta para desinfectar ambientes e livrá-los de micro-organismos, como o novo coronavírus.

“Ele consegue interagir diretamente com o material genético de fungos, bactérias e vírus, seja RNA e DNA, e causa pequenas lesões neste material genético. Com isso, ele acaba inativando o micro-organismo”, explica Frederico Menezes, professor e pesquisador do IFPE.

O projeto venceu um edital da universidade que buscava inovações emergenciais para combater a pandemia. A robô é movida remotamente e a radiação segue protocolos de segurança. Quando as lâmpadas são acesas não pode ter nenhuma pessoa no ambiente. Aurora desinfecta com segurança tudo ao redor: as superfícies e até o ar.

“Não há geração de um produto químico que cause algum dano para quem entre no ambiente após a ação do robô”, diz Frederico.

O desafio agora é produzir mais robôs em pouco tempo e a um custo baixo para que a tecnologia deixe os centros de pesquisa e se torne uma alternativa para ajudar na prevenção ao novo coronavírus. O protocolo de uso desses robôs já foi aprovado por dois comitês de ética: da Universidade Federal de Pernambuco e do Ministério da Saúde. A Aurora está autorizada a entrar em ação.

“Ela pode circular, claro, em ambientes hospitalares, mas também em condomínios de escritórios, salas de aula, lugares onde tem muita movimentação de pessoas, como transportes públicos, metrôs, aeroportos. Então é onde a gente quer desinfectar estes ambientes para garantir maior segurança para as pessoas que ali circulam”, afirma Leandro Almeida, professor e pesquisador da UFPE.

Dez robôs serão entregues à UFPE no mês que vem. Um deles está em uso no Hospital das Clínicas, da universidade.

“Não pode ficar restrito só às paredes da academia. Esse conhecimento precisa sair da academia e chegar na população’, diz Clayton Benevides, professor e pesquisador do CRCN-NE.

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