segunda-feira, 8 de março de 2021

Aliados de Lula falam em “grande dia”; oposição prevê “efeito cascata”


Todas as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram anuladas hoje pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin. Com a medida, Lula volta a ser elegível e pode disputar as eleições de 2022. Aliados e opositores do petista comentaram a decisão nas redes sociais.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), alegou que a maior dúvida, no momento, é se a decsião monocrática de Fachin foi para absolver Lula ou Moro. “Lula pode até merecer. Moro, jamais!”

O perfil do Partido dos Trabalhadores compartilhou que a decisão marca um “grande dia”. No Twitter, a presidente da sigla, Gleisi Hoffmann (PT) disse que estão aguardando a análise jurídica da decisão do ministro Fachin, que “reconheceu, com cinco anos de atraso, que Sergio Moro nunca poderia ter julgado Lula”.

Guilherme Boulos (PSOL-SP) também se manifestou sobre a anulação das acusações contra Lula, alegando que “a farsa que elegeu Bolsonaro está desmontada”, e que com isso, “ganha a democracia”.

Na oposição, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) chamou Lula de “assaltante do país” e criticou a elegibilidade do petista. Para a parlamentar, a medida “terá um efeito cascata”.

Ao saber que Lula havia sido liberado de todas as condenações, o deputado estadual Arthur do Val (Patriota-SP) comentou sobre a possibilidade do ex-presidente se candidatar à presidência em 2022. No mesmo sentido, o deputado federal Kim Kataguiri (DEM) lamentou a elegibilidade do petista. “Lula elegível. Bolsonaro acaba de ser reeleito. Desolador”, escreveu no Twitter.

Anulação de acusações contra Lula

O ministro Edson Fachin declarou que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tem competência para julgar os processos do triplex do Guarujá, do Instituto Lula e do Sítio de Atibaia. Após a concessão do habeas corpus a Lula, agora cabe à Justiça Federal analisar os casos que corriam contra o ex-presidente.

O gabinete do ministro do STF explicou, em nota, que ainda que a questão da competência de Curitiba para analisar os processos contra Lula já havia sido levantada em outro momento, essa é “a primeira vez que o argumento reúne condições processuais de ser examinado, diante do aprofundamento e aperfeiçoamento da matéria do Supremo”.

Por conta das acusações, Lula não podia concorrer aos cargos políticos, devido ao que estabelece a Lei da Ficha Limpa.

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